Quem disse que pedalar faz bem à saúde nunca andou de bicicleta num frio de – 2º C e com ventos de 13 metros por segundo, o que dá uma sensação térmica de – 15 º C, segundo os especialistas. É coisa de louco para quem, como eu, vem dos trópicos, mas é rotina para boa parte dos dinamarqueses que não largam seus camelos faça chuva ou faça sol ou neve ou ventania ou – 5 º C.
Hoje, indo e voltando do trabalho de bicicleta sob as condições meteorológicas descritas acima, senti vontade de mandar definitivamente para o beleléu todos os meus princípios de ciclista ambientalista e apelar para o automóvel. Principalmente no começo das jornadas, minhas pernas e dedos das mãos pareciam prestes a congelar e a pele do rosto, a única parte descoberta do meu corpo, ardia com as chibatadas do vento. Lá pelas tantas pensei com pouco carinho em quem foi o autor da ideia idiota de usar bicicleta como meio de transporte para o trabalho.
Para amanhã o serviço de meteorologia está prometendo um tempo bem parecido com o de hoje. Antes de sair para o trabalho uma decisão séria terá de ser tomada: pedalar ou não pedalar.


Publicado em 15/02/2011
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